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Câncer de Mama RIR É O MELHOR REMÉDIO...ENTÃO, RIA! PROTEGEI O MUCUMBU! Sérgio Antunes de Freitas Pano verde, paus, copas, espadas. As cartas vivas iam se movimentando, como na estória da Alice no País das Maravilhas, do Lewis Carroll. Um pouco mais próximo de nossa realidade brasileira, uma rainha vestida de ouros gritava: - Truco! E o coelho retrucava: - É hora. Seis, ladrão! Com o “zap” grudado na testa, corriam, girando, girando, girando... - Que sonho mais esquisito – pensei. Porém era uma premonição. Levantei da cama e minhas meias, fazendo parceria com sinais velados, resolveram tirar meus pés do chão. Escorreguei feito uma carta de baralho recém puxada do monte. Os pés foram para frente e caí, batendo com o cóccix na soleira. A dor ficou concentrada na extremidade da peça, como se nunca mais fosse passar. Não adiantava mexer ou esticar o corpo, pois as terminações nervosas pareciam vibrar carnavalescamente. E a quarta-feira de cinzas não chegava. Eu não sou de me emocionar, mas até chorei. Do local do sinistro até o banheiro, perpassei por todas as fases de evolução do homem. Fui me arrastando, igual a um exemplar de filo unicelular, de lado, para chegar naquele formidável banco com assento macio e um buraco no meio. Invenção maravilhosa! Já no banho, eu desfilava a postura dos australopitecos. Com a água quente escorrendo pela coluna vertebral, saí de lá bem melhor, mas com a perspectiva de que o tombo me renderia uma hérnia de disco no futuro. Perdoe-me, meu colega, Grande Arquiteto, pela falta de ética profissional, sei que nada sou perante sua criação colossal: - Mas que ossinho mal posicionado! Sempre dei um pouco de razão à Emília, do Monteiro Lobato, no livro “A Reforma da Natureza”. Se ela tivesse dito que o cóccix deveria ficar protegido atrás do esterno, daí, minha concordância seria total. Pôxa, cair de bunda é quase uma necessidade fisiológica; todo mundo cai. Colocar uma vertebrazinha inocente daquelas em tal lugar tão discutível, sem nenhuma proteção, é como inventar um pára-choques de vidro temperado. Encostou, é prejuízo na certa. Dizem que o ornato em questão é o remanescente da cauda, do tempo do homem-bicho, se é que hoje somos menos bicho. Por isso, os animais não gostam nem que olhem para os seus rabos. Deve doer só de olhar, acho. Elemento deveras estranho, também é conhecido por mucumbu ou osso-do-pai-joão. A língua portuguesa é pródiga em palavras alternativas, para as mais diversas situações e pessoas. Para uma noiva, por exemplo, não ficaria bem, ao escorregar da escada, presa à mão do seu amado, dizer cóccix. Acabaria o noivado! Mas poderia resmungar: - Ai! Amor. Torei o meu mucumbu! E a freirinha, andando de bicicleta, sentindo-se a própria Julie Andrews, no filme A Noviça Rebelde, ao encaixar a roda da frente em um rego do convento e sentir seu veículo tombando, tentaria se equilibrar na queda, mas, de costas, iria saracoteando até cair de vez e bater o traseiro imaculado na calçadinha atrás da horta. Diria então: - Mãe Maria, eu me penitencio, arrebentei com o osso-do-pai-joão. Já, a um filologista, não ficaria bem usar essas palavras tão vulgares. De temperamento purístico, ele chegaria coxeando e asseguraria: - Minha amada esposa, deslizei no trajeto do belvedere, que se localiza aos fundos de nosso lar, e incidi meu coccige na quina da caixa de gordura. Acho que ele se fragmentou em quatro partes. Que dolor lancinante e ininterrupta! Puta que o pariu! Voltando àquela manhã inesquecível, na hora do café, a dor já havia passado, e o homo sapiens reinava novamente, contudo o trauma psicológico se fazia presente. Tão forte ainda era a lembrança que pensei em não ir trabalhar, pois se alguém, brincando com outra pessoa, gritasse truco, eu agacharia, para não escorregar de novo.
Sérgio Antunes de Freitas. www.reforme.com.br/kitnet 16 de abril de 2006 Escrito por Marina da Silva às 18h11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ATENÇÃO GALERA! HOJE, 15 DE OUTUBRO, CHEGAMOS A METADE DO MÊS DEDICADO AO CONTROLE DO CÂNCER NO BRASIL! NÃO QUERO JOGAR PEDRA, MAS TIRANDO A NOVELA "VIVER A VIDA" QUE ESTÁ TRABALHANDO COM O CÂNCER DE OVÁRIOS, NÃO VI NENHUMA CAMPANHA , ASSIM EFETIVA, PARA O CONTROLE DA DOENÇA! NEM DADOS DE COMO A COISA ANDA NO PAÍS, PRINCIPALMENTE SOBRE OS CÂNCERES QUE MAIS MATAM HOMENS E MULHERES (PRÓSTATA E MAMA)! O CÂNCER NÃO É MAIS ALVO DA MODA? O O ALVO É SÓ VENDER CAMISETA?
jamais chegam à saude! SE O PETRÓLEO NÃO JORRAR QUE TAL PEGAR DO FUNDO SOBERANO QUE JÁ TEM MAIS DE 230 BILHÕES DE DÓLARES? OU MELHOR, USAR O DINHEIRO DAS PROPAGANDAS E INVESTI-LOS NO CONTROLE DO CÂNCER? EM TEMPO: PARABÉNS PROFESSORES, PELA GARRA E CORAGEM DE INVESTIR NUMA PROFISSÃO DESPREZADA PELOS ADMINISTRADORES DO BRASIL! QUER LER OUTROS ESCRITOS MEUS? www.reforme.com.br/kitnet BRIGADU. ABRAÇÃO. marina
Escrito por Marina da Silva às 10h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] LINFEDEMA ou inchaço no braço DICAS E MACETES PARA DAR CONTA DAS LIMITAÇÕES. MAS PARA QUE TANTOS CUIDADOS COM O BRAÇO? Escrito por Marina da Silva às 17h50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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