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Câncer de Mama



PORQUE RESISTIR E SONHAR É PRECISO!

SE O CARA QUE INVENTOU A ISQUOL...

 

 

Reinventasse ou atualizasse a política, ela poderia ser assim:

  • Com milhões de siglas e com todas as letras do alfabeto, mas o partido seria único _ o partido do homem, pelo homem, pela humanidade humana.
  • Não haveria defensores do capitalismo, do socialismo ou de quaisquer outros “ismos”, mas sim a defesa plena da vida autêntica, sem imposições de credos, raças; sem camisas, uniformes, fardas; sem escudos nem bandeiras nem armas.
  • Não haveria nem bancadas nem lobby: de banqueiros, ruralistas, industriais, feministas, evangélicos, católicos, aposentados, ambientalistas, gays, lésbicas ou trans _ porque todos teriam, defendidos e protegidos o tempo todo, seus direitos básicos; aqueles lá da Declaração Universal dos Direitos do homem e do cidadão.
  • O espírito das leis seria guardado, resguardado, cuidado pelo legislativo, executivo, judiciário, num ato único, simultâneo, recíproco, contínuo.
  • Os candidatos a ocupar os três poderes seriam realmente funcionários públicos, com jornada, salário, benefícios como seguro social, aposentadoria, vale-transporte, vale-alimentação, auxílio-escola.
  • Os cargos públicos seriam abertos a qualquer um e ocupados pelos aprovados nos concursos para a casa desejada.
  • Não haveria direito hereditário na investidura do cargo público e muito menos o nepotismo admitido em nenhum dos poderes.
  • No legislativo o concurso continuaria se chamando eleição; estas seriam anuais, mas o mandato único: quatro anos e como regra geral, a reeleição.
  • Eficiência e competência seriam analisadas e ratificadas através das avaliações anuais de desempenho, onde assiduidade, pontualidade, apresentação de projetos de relevância social, votação em tempo hábil para implementação de políticas públicas, destinação de verbas, conduta moral entre outros, contariam e muito para a persistência no cargo e manutenção do mandato.
  • Qualquer ato nocivo à sociedade como: corrupção ativa ou passiva, roubos deslavados, remessas ilegais de riquezas para contas pessoais em paraísos fiscais, lavagem de dinheiro ilícito, uso de laranjas para esconder roubos e enganar a justiça - provocaria o banimento do meliante da vida política, seus bens seqüestrados, os cofres públicos reembolsados e a pena: trabalhos forçados (mas não escravo) em carvoaria, mineração, siderurgia, capina, catador de material reciclável (tração feita pelo próprio animal), etc;  jornada de doze horas diárias para cansar o corpo e limpar a alma, mas recebendo o mínimo como salário.
  • Todas as alianças seriam permitidas uma vez que o partido seria único, o partido do ser humano, da sociedade humana.
  • As campanhas eleitorais seriam extintas! Nada de pichações, cartazes, panfletos, faixas, santinhos, outdoors poluindo as cidades.
  • Nada de carros de som, trio elétrico, gritar em alto falante.
  • debates , bate-boca ou barraco na mídia seriam desnecessários já que a causa e o partido são únicos: a preservação da humanidade, do bem estar de todos, da coesão social, da democracia, do desenvolvimento econômico-social-cultural.
  • Os candidatos seriam pré-selecionados por comissões tripartite (legislativo/executivo/judiciário): um exame onde títulos e diplomas teriam pouco valor, mas o compromisso e a competência contariam muitos pontos assim como a retidão de caráter, a honra, a honestidade e a lealdade com a causa humana. E depois à sociedade apresentados.
  • Os problemas econômicos e sociais jamais seriam resolvidos pela vontade política ou pela política da vontade.
  • O voto seria eternamente obrigatório e principal arma de vigilância e fiscalização do compromisso dos eleitos com a razão única da nação: o desenvolvimento humano. 



Escrito por Marina da Silva às 21h32
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CÂNCER - CONTAR OU NÃO CONTAR: eis a questão!

Marina da Silva

 

Tão ruim quanto receber um diagnóstico de câncer é ter que contar para a família! É muita coisa para digerir num espaço de tempo muito curto. Entre o achado ou suspeita do tumor até o diagnóstico definitivo – é câncer! - e todas as etapas que se sucedem (exames, biópsias, internações, cirurgias) o tempo se comprime ou alonga ou voa! Tudo muito surreal!

Meu caso: achei o tumor em novembro/01 e o diagnóstico definitivo só saiu em junho/02 e a cirurgia radical + reconstrução só foram realizadas em julho, quase oito meses completos! E neste redemoinho ainda tinha que contar para uma filha de 7 anos e para o resto da família.

Meu marido estava comigo no dia que recebi a notícia...desmaiou! Na hora parecia que tinham me dado uma sentença de morte; perdi a noção de realidade, agi como um autômato!

Escolhi uma irmã, enfermeira, para falar do câncer e a reação dela fez com que eu decidisse esconder o perrengue do resto da família. Motivo: não preocupar ou matar ninguém de susto e medo! A estratégia era fazer tudo na surdina e depois contar o drama vivido. Só que no meio do caminho...CTI! O jeito foi dar o alerta geral e foi muito bom ter o apoio de todos! Ajudou-me a levar em frente as fases seguintes: quimio e radio! Acha esquisito o que eu fiz? Pois saiba que a maioria age desta forma e muitos escondem tudo da família, da cidade inteira e tem aqueles que não querem ninguém por perto, só médicos e enfermeiras! Por que agir assim?

Para evitar pena, dó e manifestações de sentimentos que podem magoar a pessoa que está com câncer! Saiba que muita gente morre de medo do câncer e até se esconde como se a doença fosse transmissível. Tem ainda os bicões, palpiteiros, inoportunos, bisbilhoteiros, chatos de galocha mesmo, que acham explicações e culpa para tudo! Na família, no trabalho, no condomínio, no clube, igreja, escola, no bairro. Não são muitos, mas existem e como a gente fica com os nervos à flor da pele...

O que fazer então? Contar com as pessoas próximas: marido, esposa, filhos adultos, irmãs(os), melhor amigo(a), aqueles que vão dar apoio, suporte, marcar exames, buscar e levar em consultórios, laboratórios, hospitais, doar sangue! Depois desta fase e passada a quimioterapia, a gente deixa cair na torcida do Flamengo, recebe as visitas, agradece, ora, reza e o escambal!  Ninguém consegue lidar com o câncer sozinho e mesmo as pessoas que estão ali para nos ajudar precisam desabafar, contar com o apoio de outras. É uma rede, mas a gente deixa nela só aqueles com quem podemos contar mesmo! Não importa se você é a vitima do câncer ou a pessoa que vai dar apoio, todos precisamos da ajuda uns dos outros; então, no primeiro momento é necessário separar as que precisamos para nos apoiar e contar com a compreensão das outras!

Conselho: não escolha o silêncio e o isolamento! Por quê? Porque a cabeça não agüenta! Câncer é barra; só a palavra mete medo em qualquer valentão! Deixe que as pessoas lhe ajudem e apóiem, peça ajuda se for necessário e tenha FÉ que tudo passa, pode até demorar, mas passa! Um abração! Marina.

 

 

 



Escrito por Marina da Silva às 19h11
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