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Câncer de Mama E SE FOR...???? Marina da Silva
Maio é o mês das noivas, mês das mães, das mulheres e...Eta que é o mês da mamografia! E lá se foi ela para o controle anual, religiosamente cumprido desde os 3.9 e principalmente após uma mamoplastia e depois que uma colega do trabalho (eu, Marina da Silva) teve câncer de mama e quase matou a mulherada do serviço de medo! Rotina para o exame: ir de blusa, aguardar ansiosamente a sessão de esmagamento e coleta digital de dados e torcer para dar tudo certo de primeira e não haver repetição! Esmagamento extra??? Nem pensar!!! No caminho, batendo papo com o taxista, desceu esquecendo o exame anterior para comparação e o pedido da mamografia dentro dele. É o Benedito! Enquanto a secretária estudava como médico a possibilidade de fazer o exame e apresentar o pedido e a mamografia anterior no dia seguinte, não é que surge em cena o taxista _ uma gracinha! _ com os papéis esquecidos? A alegria foi tanta que quase pulou no pescoço do homem! Resolvido o problema vamos ao exame: o crachá avisa que o profissional não é médico e sim um técnico! A diferença? Ai, ui, ai, uiui! Que saudade de Dr. Chico e seus dedos suaves, macios e delicados posicionando respeitosamente sua mama no aparelhinho maledito! A técnica já foi esmagando do pescoço para baixo, do sovaco para o lado e quase do umbigo para cima prendendo a mama no aparelho e ainda veio tchu, tchu, tchu, esmagando à prestação sem dó do peito já ultra dolorido! _ Quase chorei! Conta enraivecida. O resultado caiu no esquecimento. Quase um mês depois de realizado, voltando do francês com a filha, passou na clínica para pegá-lo. A menina insistiu em acompanhá-la. Estava preocupada com o surto de relatos de câncer de mama na escola e a leucemia de um coleguinha. No carro perguntou preocupada: _ Ô mãe, cê num vai olhar o resultado não? Só para deixá-la tranqüila, foi abrindo o envelope, puxando as radiografias e arregalando os olhos e...tchu, tchu, tchu, enfiou tudo de novo lá dentro apressadamente. _ Deu nada não! Está tudo certo! Mentira! Na verdade tinha um caroço e um diagnóstico esquisito. E agora José? Pensou. E se for...??? Não completou nem em pensamento! Guardou silêncio de todos, marcou o retorno com a mastologista e sofreu umas duas semanas, tentando isolar idéias malucas do pensamento! Na consulta: antes da médica terminar o cumprimento foi logo avisando: _ Tem um caroço aí dentro! E apontou o envelope! A médica sentou-se camalmente, abriu os exames, passou as vistas e sorrindo contou-lhe o seguinte. Tempos atrás, uma paciente fez uma mamografia e ao ler os resultados e não entender patavina decidiu que estava com câncer e como era solteirona e não querendo sofrer e morrer sozinha resolveu suicidar. Então foi pro terraço do décimo quarto andar de seu prédio para de lá se atirar. A vizinhança alvoroçada se aglomerou no quarteirão tentando fazê-la mudar de idéia enquanto o socorro não vinha e na muvuca alguém descobriu o telefone da médica. Duas horas da madruga e chega a médica em cima do telhado e avisa: _ ô Marilza! Se você quer motivo para morrer arranja outro viu! Porque sua mama não tem nada!
Moral da estória: Nem todo achado (tumor, caroço, calcificações) é câncer! Quem faz o diagnóstico da doença é só medico(a)! E eu ainda completo: câncer descoberto precocemente tem cura e olha eu aqui, seis anos depois (linda, loura, chapada) para dar testemunho! Então...mantenha a consulta em dia com ginecologista, mastologista. Use o plano de saúde ou pegue a senha no programa PSF_ Programa Saúde da Família do SUS e crie o hábito de examinar suas mamas uma vez por mês, sete dias depois da menstruação! CONHECE-TE A TI MESMO! Abração. Xau! Marina.
Escrito por Marina da Silva às 10h42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] É SÓ UM PROBLEMA DE PVC Marina da Silva
Novembro de 2008: recebi meu convite para os exames periódicos feitos para meu serviço anualmente e como sempre esperei entrar de férias para fazer os ditos cujos e...SURPRESA! Além do meu colesterol ter passado do limite, surgiu uma anemia discreta, duas enzimas alteradas no fígado, glicose acima de 100 e de quebra apareceram, no útero, uns três miominhas! É pouco? Marquei ginecologista, voltei no médico da quimio e finalizei com uma endocrinologista. Fiz uma bateria, não, uma escola de samba inteirinha de exames – sangue, urina, hormônios da tireóide, ultra-som vaginal, do pescoço, exame do coração, radiografias do abdome, cistoscopia, que é o exame da bexiga e o escambal. No frigir dos ovos, além dos probleminhas anteriores, arrumei uma osteoporose que como os miominhas e uma perda de sangue na urina são Defeitos colaterais do tratamento do câncer. _ Tô bichada! Comentei com o marido. _ Que nada! Ele cínico. É só problema de PVC! E caiu na gargalhada. _ PVC???? _ É! A Porra da Velhice Chegando! Não agüentei e desatei a rir também. PVC ou não, o fato é que tudo foi descoberto com os exames periódicos que faço anualmente no meu serviço. É de LEI! Para liquidar a fatura: estou em tratamento tomando remédios para abaixar o colesterol, reposição de cálcio para paralisar e reverter a osteoporose, alterei a dieta com ajuda de nutricionista e endocrinologista (é a parte mais difícil - comer as coisas certas nas quantidades certas e na hora certa, além de parar com a cerveja). E finalmente já estou correndo 30 minutos na esteira! 30 minutos??? Mentira! Uns 15 minutos alternados, mas fico 30 minutos na esteira! He, he, he. Faço 1 hora e meia de ginástica, 3 dias por semana. Resultado: peguei hoje o resultado dos exames de controle e surprise! O colesterol abaixou, a glicose está sob controle e só falta resolver a perda de sangue na urina! Outra cistoscopia. Então preste atenção: eu descobri isso tudo com um simples exame de rotina! Marque suas consultas ou mantenha o controle anual ou conforme orientação médica.
PS: Se quiser pode falar comigo. E-MAIL: aatrocha@uol.com.br .
Escrito por Marina da Silva às 19h14 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] TUDO DE BOM HUMOR... QUIMIOTERAPIA: QUEM VÊ CARA... Marina da Silva
Não vê coração, diz o ditado! Eu acrescento, nem vê estômago, intestinos, rins, fígado e outros órgãos afetados pelos remédios quimioterápicos, que, além de promover a queda dos cabelos e dar enjoos, provocam a baixa dos leucócitos que são as células de defesa do nosso organismo. _ Olha só a Dilma Rousseff _ falou-me uma amiga. Nem parece que está fazendo quimioterapia. Está até bonita, mais cheiinha! E realmente Dilma, a super ministra, está com a aparência ótima, saudável e os cabelos novos lhe caíram (he, he, he Eu cansei de ouvir: _ Tem gente que não passa tão mal (leia-se como você) na quimioterapia! _ Tem gente que trabalha durante a quimioterapia? _ Tem gente que estuda, viaja, faz sexo e o escambal durante a quimioterapia! Ôrra meu! Putz Grila! Tem gente como eu que fica caidaça, acabada uns bons 3 a 4 dias a cada sessão. Não sei o caso da Dilma, mas parece que ela está mandando bem e melhor que eu que desabei já na primeira sessão de quimio. Então você me pergunta: _ Por que alguns ficam um caco e outros não no mesmo tratamento? E eu respondendo: _ Porque cara-pálida, ninguém é igual a ninguém, somos diferentes e únicos e cada um reage do seu jeitinho ao tratamento (cirurgias, radio, quimio, hormonioterapia). E ainda, há medicamentos de ponta, menos agressivos, só que caríssimos e não disponibilizados por planos de saúde ou SUS- Sistema Único de Saúde. Mas deixando a fofoca para o fuxico.com o importante no caso Dilma Rousseff _ além do seu exemplo de fé, força e fibra _ é que o seu tumor foi descoberto precocemente! Quanto mais cedo se diagnostica a doença, maiores são as chances de cura e sobrevivência! Então... FICA O ALERTA: _ E aí? Suas consultas estão em dia? _ Quais? _ Quê??? CONSELHO: SE TOCA MINHA GENTE! Eu já agendei as minhas consultas, fiz algumas e descobri umas coisinhas que já estou tratando. Quer saber o que achei? Aguarde cenas dos próximos capítulos! Xau! Fui. Abraço. Marina
PS: QUER LER OUTROS ESCRITOS MEUS? www.reforme.com.br/kitnet
Escrito por Marina da Silva às 19h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] PORQUE RESISTIR E SONHAR É PRECISO! SE O CARA QUE INVENTOU A ISQUOL...
Reinventasse ou atualizasse a política, ela poderia ser assim:
Escrito por Marina da Silva às 21h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] CÂNCER - CONTAR OU NÃO CONTAR: eis a questão! Marina da Silva
Tão ruim quanto receber um diagnóstico de câncer é ter que contar para a família! É muita coisa para digerir num espaço de tempo muito curto. Entre o achado ou suspeita do tumor até o diagnóstico definitivo – é câncer! - e todas as etapas que se sucedem (exames, biópsias, internações, cirurgias) o tempo se comprime ou alonga ou voa! Tudo muito surreal! Meu caso: achei o tumor em novembro/01 e o diagnóstico definitivo só saiu em junho/02 e a cirurgia radical + reconstrução só foram realizadas em julho, quase oito meses completos! E neste redemoinho ainda tinha que contar para uma filha de 7 anos e para o resto da família. Meu marido estava comigo no dia que recebi a notícia...desmaiou! Na hora parecia que tinham me dado uma sentença de morte; perdi a noção de realidade, agi como um autômato! Escolhi uma irmã, enfermeira, para falar do câncer e a reação dela fez com que eu decidisse esconder o perrengue do resto da família. Motivo: não preocupar ou matar ninguém de susto e medo! A estratégia era fazer tudo na surdina e depois contar o drama vivido. Só que no meio do caminho...CTI! O jeito foi dar o alerta geral e foi muito bom ter o apoio de todos! Ajudou-me a levar em frente as fases seguintes: quimio e radio! Acha esquisito o que eu fiz? Pois saiba que a maioria age desta forma e muitos escondem tudo da família, da cidade inteira e tem aqueles que não querem ninguém por perto, só médicos e enfermeiras! Por que agir assim? Para evitar pena, dó e manifestações de sentimentos que podem magoar a pessoa que está com câncer! Saiba que muita gente morre de medo do câncer e até se esconde como se a doença fosse transmissível. Tem ainda os bicões, palpiteiros, inoportunos, bisbilhoteiros, chatos de galocha mesmo, que acham explicações e culpa para tudo! Na família, no trabalho, no condomínio, no clube, igreja, escola, no bairro. Não são muitos, mas existem e como a gente fica com os nervos à flor da pele... O que fazer então? Contar com as pessoas próximas: marido, esposa, filhos adultos, irmãs(os), melhor amigo(a), aqueles que vão dar apoio, suporte, marcar exames, buscar e levar em consultórios, laboratórios, hospitais, doar sangue! Depois desta fase e passada a quimioterapia, a gente deixa cair na torcida do Flamengo, recebe as visitas, agradece, ora, reza e o escambal! Ninguém consegue lidar com o câncer sozinho e mesmo as pessoas que estão ali para nos ajudar precisam desabafar, contar com o apoio de outras. É uma rede, mas a gente deixa nela só aqueles com quem podemos contar mesmo! Não importa se você é a vitima do câncer ou a pessoa que vai dar apoio, todos precisamos da ajuda uns dos outros; então, no primeiro momento é necessário separar as que precisamos para nos apoiar e contar com a compreensão das outras! Conselho: não escolha o silêncio e o isolamento! Por quê? Porque a cabeça não agüenta! Câncer é barra; só a palavra mete medo em qualquer valentão! Deixe que as pessoas lhe ajudem e apóiem, peça ajuda se for necessário e tenha FÉ que tudo passa, pode até demorar, mas passa! Um abração! Marina.
Escrito por Marina da Silva às 19h11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] EU ISCRIVINHADORA... TPM versus MNP Marina da Silva
Tensão pré-menstrual ou TPM é o período que antecede a menstruação ou os dias vermelhos, caracterizados por dores e inchaços nas mamas, aumento de peso devido à retenção de líquidos, mau humor, irritação, sintomas que podem ser potencializados se acompanhados de dores nas pernas, “cadeiras”, cabeça e que culminam com dores fulminantes no abdome, as cólicas menstruais e tudo orquestrado por hormônios. As cólicas menstruais possuem uma gradação que vão do leve incômodo avisando que se não tiver um absorvente na bolsa... sujou, até as contrações violentas do útero simulando um parto, naturalmente sem anestesia, e que necessitam de analgésicos, anti-espasmódicos, bolsa de água quente no baixo ventre, chás caseiros e até reza brava para passar. O sangue desce, finda a TPM e se inicia uma semana, aproximadamente, de hemorragia, sendo que, para algumas, os primeiros dias são de fluxo intenso como enxurrada de chuva de verão. Não é a toa que esse período também é conhecido como monstruação! Há tristeza, nervosismo, choro, raiva e até ranger de dentes! A TPM e menstruação normalmente ocorrem uma vez por mês. É um mal estar cíclico que acompanhará a mulher entre os 10-55 anos de idade e embora não comprovado cientificamente, parece também atacar alguns homens, cujo comportamento violento, grosseiro e grau elevado de chatice e irritação, muitas vezes beiram e até ultrapassam uma TPM. Pode-se até duvidar, mas não foi do meio do nada que surgiram as delegacias de mulheres! Penso eu. Já a MNP é uma sigla inventada ou apropriada por mim de algum lugar para designar a TPM da menopausa, fase assustadora, pois sempre ligada ao envelhecimento, a perda da sensualidade, fertilidade, enfim coisas da idade; fase em que a mulher vai se livrando paulatinamente do transtorno da menstruação com um novo transtorno. Também comandada pelas oscilações hormonais, a MNP na maioria dos casos, é acompanhada por irritação, angústia, tristeza, mal estar, dores nas pernas, mau humor, secura vaginal, um medão enorme de PVC (a P.... da Velhice Chegando) e pelos terríveis “fogachos” e calafrios. Fogachos, na verdade, são ondas de calor que fazem literalmente a mulher ferver a mais de 50° e podem iniciar abaixo da linha do Equador, ali no monte de Vênus e subir até a pontinhas dos fios de cabelos da cabeça. O término das ondas é seguido por suor visguento, excessivo e calafrios. Como o fogo vem de dentro é comum cenas do tipo: todo mundo morrendo de frio e uma cidadã arranca as roupas abanando-se tresloucadamente com seu lequezinho ou qualquer artefato que se transforme num abanador ou o inverso, dormir com manta de lã e edredom em pleno verão. Mas não é só isso! Há ainda o risco de osteoporose com o início da MNP. Há relatos miraculosos de mulheres que passam por essas fazes sem o menor incômodo ou constrangimento! Suspeito de outro sintoma, perda de memória recente, passada, remota. Atualmente tanto para a TPM como para a MNP há terapias a base de hormônios. O difícil mesmo é conviver com a sua TPM-MNP e a dos outros: chefe, motorista de ônibus, síndico... e as demais mulheres, inclusive as da própria família! Como sei disso? Eu 4.4 MNP, ela, pré-adolescente TPM! Eu jovem, MNP precocemente, ela ainda criança e com um agravante: o nascimento de dentes permanentes. O bicho pegou, o caldo entornou, a linha do respeito estava quase por um triz quando tomei uma decisão autoritária, visto não estar surgindo efeito com chás, maracujás e calmantes: _ Então tá combinado! A partir de hoje eu não tenho MNP e nem você TPM! Estando de acordo as partes, selamos o contrato com um beijo e se de vez em quando uma esquece... _ Opa menopausada! _Valeu TPM!
Escrito por Marina da Silva às 22h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] EU, A NEURA DA FAXINA E A NEOLSA...DINA! Marina da Silva
Eu sempre cuidei da minha casa com a ajuda do marido. Somente por breves períodos após o nascimento de nossa filha precisamos de ajuda de uma empregada. Que me lembre eu tive empregada no primeiro ano com o bebê. Tentei várias, depois desisti; levei a menina para a creche da UFMG e depois para uma creche particular, horário integral e nos virávamos com uma faxineira. Foram uns cinco anos nesse perrengue, até a monografia do final do curso que estressou geral nossa cabeça. De 1994, ano que passei na UFMG e nasceu minha filha, até 1999, foram anos trabalhando, estudando, criando filha e fazendo todos os serviços da casa. Em 2000 resolvi me dar o luxo de ter empregada para poder fazer o mestrado. Aí veio o câncer e a empregada resolveu dar no pé para casar. Consegui que ela ficasse até o final da quimioterapia e depois cismei de fazer tudo sozinha contrariando todas as orientações médicas! Por que eu me comportava deste jeito? MEDO DE MORRER! Não queria pensar em nada, só viver! Então quando terminou a radioterapia, voltei ao trabalho e continuei firme na faxina. Nunca em toda minha vida de dona de casa, minhas janelas, paredes e banheiros ficaram tão limpinhos! Eu ainda passava, cozinhava, limpava chão, varria, fazia supermercado, feira. Parecia que estava possuída! E os remédios para a cabeça? Ia esquecendo; tem duas formas de barrar os pensamentos malucos: trabalhar (muiiiito) e os tarja-preta! Eu tinha os dois e a coisa não resolvia. Por quê? No início eu jogava a droga fora, depois passei a tomar metade da dose, tentei largar várias vezes. Vivia brigando com o psiquiatra e quando resolvi dar o braço a torcer e seguir a prescrição a risca, 2 anos tinham ido pro saco! Vivi 2003 e 2004 a base de Tilex, Tylenol e outro remédio que me fugiu o nome. E como o meu braço não inchou? Milagre??? Quase...mas o fato é que eu fazia fisioterapia uma vez por semana: exercícios respiratórios (desaprendi a respirar por causa da cirurgia) e drenagem linfática! Deus abençoe Drª. Hilda! Uma fisioterapeuta nada convencional, que trabalhava meu braço e mama como sendo parte do meu ser inteiro e não meros pedaços de mim! Com muito custo ela me ensinou a obedecer meu corpo, ouvi-lo, ter atenção com a dor! Prescreveu-me para casa: uso de luva especial e faixa nas mamas para executar tarefas; vários exercícios para repetir em casa, no trabalho, dentro do buzão, principalmente os ligados à drenagem linfática. Sempre tive dor, ainda tenho. Sempre abuso e ela sempre me chama de burrita a cada sessão! Mas depois de tanto tempo o seu braço ainda dói? Dói! Sempre esqueço o tal limite! Tem tanta coisa que eu voltei a fazer! Outro dia eu estava hiper feliz só porque consegui fazer um alongamento sem o menor esforço ou dor, pode?
Conselho:
Escrito por Marina da Silva às 19h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] TUDO DE BOM HUMOR... QUANDO TRABALHAR NÃO É O MELHOR REMÉDIO! Marina da Silva
“Deus ajuda quem cedo madruga e cabeça vazia é oficina do diabo” são dois ditos populares que qualquer pessoa põe em ação durante um perrengue, por exemplo, um câncer! Para afastar o medo de morrer, as dúvidas que nos assolam como: “será que essa doença alastrou? Será que vai voltar? Estou curado?, a gente preenche a cabeça com muiiiiiiiiiiiito trabalho; desviando assim a atenção sobre a doença! É uma estratégia defensiva do próprio organismo. Se a gente ficar pensando muito...pira de vez! Só há uma forma de por fim às metástases psicológicas (ou espalhamento de idéias malucas para a cabeça): trabalhar! E o que a gente faz? Trabalho, trabalho, trabalho e quando pensar em parar de trabalhar, trabalhe mais meia hora e recomece a trabalhar! He, he, he, he, E é aí que mora o perigo...de linfedema! Linfedema é aquele inchaço no braço, que pode ocorrer às mulheres que tiveram câncer de mama. Qualquer mulher pode ter linfedema? Claro...que NÃO! Somente aquelas que passaram pela mastectomia radical + esvaziamento axilar (retirada dos gânglios linfáticos). Isto porque a retirada dos gânglios afeta o sistema de drenagem linfática e pode ocasionar o edema ou inchaço (a linfa fica retida). Como evitar o inchaço? Segue abaixo as recomendações do INCA – Consenso 2004: “A prevenção do Linfedema requer uma série de cuidados, que se iniciam a partir do diagnóstico de câncer de mama. As pacientes devem ser orientadas quanto aos cuidados com o membro superior homolateral à cirurgia, visando prevenir quadros infecciosos e Linfedema. Evitar micoses nas unhas e no braço; traumatismos cutâneos (cortes, arranhões, picadas de inseto, queimaduras, retirar cutícula e depilação da axila); banheiras e compressas quentes; saunas; exposição solar; apertar o braço do lado operado (blusas com elástico; relógios, anéis e pulseiras apertadas; aferir a pressão arterial); receber medicações por via subcutânea, intramuscular e endovenosa e coleta de sangue; movimentos bruscos, repetidos, e de longa duração; carregar objetos pesados no lado da cirurgia e deitar sobre o lado operado.” Eu gostaria de dizer a você que sigo a risca todas as recomendações acima e outras que me aconselham os médicos, especialmente, a fisioterapeuta, mas mentiria se assim fosse. Tive que lutar comigo mesma e estabelecer alguns limites e não foi fácil não! Lembra que minha cabeça entortou de vez com o câncer? Pois é minha gente! Minha desculpa é sempre: isquici que não podia! Só que aí o braço dói, incha, dói mais, eu pelo de medo do linfedema e etc, etc, etc. Importante: nós podemos fazer tudo que fazíamos antes e devemos! Só não é possível fazer tudo e de uma só vez! No próximo post vou contar a você como me portei desde o final da quimioterapia; então aguarde cenas dos próximos capítulos de: Eu, a Neura da faxina e a Neolsa...dina! kkkkkkk Conselho: se sua cabeça ainda está no lugar, siga as recomendações acima! Se o seu braço já inchou não abandone a fisioterapia, se você morre de dor ao realizar tarefas no trabalho e domésticas, PROCURE UM MÉDICO para receber orientações, fazer exames, fisioterapia etc. ok? Um abração. Marina.
Escrito por Marina da Silva às 21h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] CÂNCER E TRABALHO. Marina da Silva
Seria muito bom se tivéssemos respostas para tudo, como aquela economista Sofia que dá consultoria na TV e no jornal. E agora Sofia? O que é que eu faço? É uma pena, mas na maioria das vezes, respostas prontas não servem; não quando se trata da nossa vida, de tomar decisões em situações difíceis, como por exemplo, trabalhar ou não durante o tratamento de um câncer, fazer ou não o tratamento, tirar ou não a mama, ir trabalhar ou não passando um mal danado na quimioterapia. Cansei de ouvir bicão me dizer: _ Fulano teve câncer e trabalhou normalmente todos os dias. _ Por que você não trabalhou durante a quimioterapia? Fiquei muito magoada, virei a cara ou dei resposta dura. O fato é: eu não consegui trabalhar durante a quimioterapia. Muita gente consegue, é verdade. Por que uns conseguem e outros não? Você me perguntaria. E a resposta é: porque não somos todos iguais e nem existe um tratamento único para cada paciente! Por exemplo, eu e Dilma Rousseff ou eu e José de Alencar. Em primeiro lugar: cada câncer é único! O meu foi na mama e espalhou para os gânglios linfáticos; a Dilma tem linfoma, começou nos vasos linfáticos e o Zé tem em várias partes do corpo. Cada um de nós passou pela avaliação médica que prescreveu o tratamento para cada caso. Cirurgias radicais ou só retirada do tumor; radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia; um só destes tratamentos ou todos eles juntos como foi o meu caso. A quimio é a etapa mais extenuante, mas cada um reage ao seu modo aos quimioterápicos e cada um tem os remédios que o dinheiro pode pagar! Dilma e José Alencar especialmente, tem tratamento VIP, com médicos, clínicas e medicamentos de última geração (que não provoca tantos efeitos nocivos ao organismo). Eu e muitos brasileiros vamos ter sempre o que é viável para o plano de saúde e para o SUS. Muitas coisas ajudam a vencer o medo de morrer: ter fé é a principal delas; o suporte da família; uma boa equipe médica; o diagnóstico precoce; um bom plano de saúde ou estar num lugar onde o SUS funcione adequadamente; e o mais importante _ trabalhar! Minto quando digo que não trabalhei! Não consegui voltar ao meu posto de trabalho, mas trabalhei muito em casa. Lavar, passar, cozinhar, limpar, lavar banheiros, arrumar cozinha, escrever, fazer artesanato, fazer supermercado, feira. Nunca fiz tanta faxina na minha vida! Uns dez meses faxinando e cuidando da casa! Meu braço inchava, doía pra caramba! Eu me entupia de analgésicos e fazia fisioterapia semanal e uma vez por semana recebia o meu “tu és burrita!” Burrita! Era esta a forma carinhosa que a fisioterapeuta, Drª. Hilda, me chamava a atenção para o risco de ter um linfedema no braço por não respeitar meus limites e exceder nos serviços de casa. Trabalhar em casa não vale? Vale! Vale muito e ajuda muito a passar por esta fase periclitante. Então... se você estiver passando um perrengue de câncer não vá se matar de trabalhar só para dar satisfação aos outros! Trabalhe se tiver condições físicas e psicológicas para trabalhar, mas principalmente se a avaliação dos médicos liberar! Médicos não ficam dando licenças a torto e a direito! Eles estão acompanhando o paciente e quando for a hora da alta é o médico quem decide. Não é nenhum bicão! Nem sempre trabalhar é o melhor remédio! Bjus. Marina.
Escrito por Marina da Silva às 22h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] CÂNCER, QUIMIOTERAPIA E POLÍTICA.
Marina da Silva
Eu sei que você vai dizer: _ Credo minha filha, perdeste a razão? Câncer já é uma merda, a quimio é de lascar, mas misturar tudo com a bosta da política? Pirou? _ Não minha gente, não endoidei o cabeção como diria minha filha! É que este assunto caiu na mídia por causa da sucessão presidencial e o câncer da super ministra Dilma Roussef, uma presidenciável 2010, caso não se consiga um terceiro mandato para Lula. Mesmo antes do câncer, Dilma era a provável candidata, não nomeada para evitar ataques terroristas dos demais candidatos. E só resolvi escrever sobre o assunto por causa de Rui Castro_ Bandnews 29-05-09_ que mesmo avisando que ninguém pediu sua opinião, acha ser impossível a Dilma, fazer quimioterapia e subir em palanques para se apresentar como candidata a presidência. Mas é exatamente o que ela está fazendo. Então fica a pergunta: _ É possível fazer campanha política: ir a todas as festas juninas do nordeste, comer buchada de bode, tomar quentão, dançar quadrilha, fazer showmício, visitar favelas, inaugurar obras do PAC, baixar em centro espírita, igreja evangélica, pedir benção ao papa, pular carnaval, dançar axé e o escambal durante a quimioterapia? _ NÃO! _ NÃO? _ NÃO, Para MARINA DA SILVA! _ A senadora???? _ NÃO. Eu, Marina da Silva. Isto porque eu passei mal pra cara..mba! _ E a Dilma Roussef? Minha gente, galera do bem, cada pessoa é única, cada um reage do seu jeito aos quimioterápicos. Depende da pessoa e dos quimioterápicos (remédios) usados. Tem gente que passa bem, tem gente que passa mais ou menos, tem gente que passa bem mal e tem eu que...deixa pra lá! He, he, he. E a fraqueza? E os cabelos que caem? E a baixa de leucócitos e o risco de infecção?
* Fraqueza: a gente fica fraco, principalmente por causa do enjoos, vômitos, da perda do apetite, mas alimentando direitinho estes sintomas são controlados. Tem gente que nem enjoa! Deus seja louvado! E nem todo mundo entra em crises de pânico e depressão profunda, de medão, como foi o meu caso.
* Queda de cabelo: é só usar peruca! A minha era rouxo-beterraba!
* Baixa de leucócitos e risco de pegar uma doença: ninguém fica enclausurado por causa da quimio, a gente toma cuidados. E Dilma está sendo aconselhada por excelentes médicos. E o mais importante: Dilma e José de Alencar têm tratamento VIP: excelentes médicos, clínicas, medicamentos de ponta. Eu e outros que temos tratamento digno (Plano ou SUS), também podemos sair e trabalhar durante a quimio. Não foi a quimio que me impediu de voltar ao trabalho, foram as metástases psicológicas, isto é, as idéias malucas que tomaram minha cabeça! Dilma não é fominha por política; ela tem a política como carreira, é seu trabalho, e agora é hora de fazer política e infelizmente terá que ser com um perrengue destes nas costas! Vai ser duro pra ela e eu acho que será uma mulher porreta para administrar o país, se ganhar é claro! Na verdade alguns estão com medo dela disparar nas pesquisas, o que não é improvável e ganhar a eleição no primeiro turno, o que nos pouparia dois turnos de xurumela e baixaria eleitoral! O fato é que muitos temem que o câncer acabe, em vez de prejudicá-la, levando-a mais rápido à presidência da República e ninguém quer ser
Do fundo do meu coração espero que Dilma Roussef se cure! Solidarizo-me com ela e entendo o porquê dela precisar continuar seguindo em frente fazendo o que gosta e acha que tem que ser feito. Pois como canta Rauzito: “Não pense que a cabeça agüenta se você parar!”.
Aos demais preocupados com política presidencial 2010: que tal, por uma única vez na vida, não apelarmos para baixarias e indignidades e liberarmos nossa potência humana como o país está liberando sua potência econômica e sermos realmente honrados e grandes?
Escrito por Marina da Silva às 22h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] EU ISCRIVINHADORA... PROBLEMA DE EDUCAÇÃO
Marina da Silva
Depois de passar muita raiva, pelo menos três vezes, para tentar descobrir o porquê de não ter recebido a restituição do imposto de renda/2005, que de acordo com meus cálculos, era-me devido, deixei a coisa de lado após a eficiente e arrogante explicação da funcionaria da Receita Fazendária. Munida com um papelzinho que não dizia nada além de “seu imposto está na base” e depois de passar em três filas em dias consecutivos, pus fé nas entradas de 2006 e lá fui eu buscar o meu IR: imposto retido. Passei pela mesma via crucis – lá no fundão, guichê da direita e guichê da esquerda, Quando o rapaz ia me atender, uns trinta minutos de chá de fila depois, a mulher que parecia dar-lhe treinamento aproximou-se do guichê. Educadamente o funcionário perguntou-me qual era o meu problema ao que respondi que era justamente isso o que me interessava saber. Então do meio de nada, assim, a mulher atabalhoadamente me cortou: _ O que a senhora deseja da Receita? Falou-me ríspida. _ Receber minha restituição! Devolvi seca para a proprietária do ministério da fazenda, tamanha arrogância e falta de educação. Ela pegou meu papelzinho, leu e me avisou: _ Seu imposto está na base. Você caiu na malha fina. Quase lhe informei que tinha feito o primário e obviamente sabia ler. _ Isso eu sei. Respondi mais seca ainda. O que eu não sei é o que eu fiz de errado para cair na malha fina. _ Isso não quer dizer que a senhora fez algo errado! _ Desculpe-me! Contei até dez antes de pular no pescoço dela. Eu quero saber qual o problema da declaração... Ela não me deixou completar e me fez sentir uma empaca-fila. _ Pode não ter nada de errado! _ Mas então porque caí na malha do governo? Ela fez um ar de entojo e não me respondeu. _ O que eu faço? É só o que quero saber! Minha paciência já tinha ido pro saco! Quando vou ver o meu dinheiro? Insisti. _ O governo tem até cinco anos para lhe devolver! _ Cinco anos? Pensei incrédula. Essa aí só pode estar me tirando, fazendo hora comigo! Mas não. Outro número foi chamado e fim de papo. Então veio 2006 inteirinho e lá ficou retida a minha segunda restituição. _ Só pode ser o Benedito! Novembro 2006, primeiro dia de férias, fui novamente dar plantão na Receita e resolver de vez essa pendenga. Antes de sair, suco de maracujá, meio Lexotan e uma colher de maracujina. Passei longe das facas de cozinha ou qualquer troço inflamável ou explosivo. Sabe-se lá o que espera a gente nessas receitas da vida... _ Eu quero os recibos das duas declarações. O garoto além de educado, muito bonito. Pode sentar-se senhorita! Ganhei o dia! Ele tem uns dezoito?! _ Suas restituições estão na base! _ No-vi-da-de! Manda outra! Só em pensamento. _ Retire uma senha para o guichê deste lado _ o mesmo da dona do mundo _ e a senhorita vai obter os dados que precisa. Decorado, mas educadíssimo! _ Obrigada. E _ voltei-me para ele_ obrigada pelo senhorita. Ele sorriu. Vai ficar um homem lindo... Entro na fila, espero meus vinte minutos, recebo uma folha informando-me que meu problema é educação e devo comparecer no PMF – plantão da malha fina, no segundo andar, o fino trato da malha por especialistas. _ Jesus seja louvado! Adeus térreo e venha o segundo andar! _ Mas não adianta a senhora ir lá agora não, pois as senhas são distribuídas pela manhã, umas noventa, e acabam rapidinho! _ Tem que dormir na fila? Perguntei desolada. A moça sorriu um talvez sim. _Ah, quer saber _ falei comigo _ em 2007 eu mexo com isso!
Escrito por Marina da Silva às 19h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] TUDO DE BOM HUMOR SOBRE... MAMOGRAFIA AOS 40? Marina da Silva
Virou lei desde abril de 2009: “o SUS deve assegurar a realização de exames mamográficos a todas as mulheres a partir de 40 anos”, lei N. 11.664/08. Mas se depender do INCA – Instituto Nacional de Controle do Câncer, nada muda por enquanto, pois entende, e corretamente, que não é uma lei que indica a mamografia, mas sim o médico! De acordo com o Consenso 2004, as mulheres na faixa de risco (50-69 anos) devem fazer o exame, gratuitamente pelo SUS, a cada 2 anos; as de 40-49 só exame clínico das mamas. Mas de onde veio essa lei dos 40? Por que não antes dos 40? Por que a partir dos 40?
As pesquisas demonstram que o câncer de mama vem aumentando a cada ano entre as mulheres mais jovens, antes dos 40 e aqui estou eu e várias outras mulheres vítimas do câncer de mama para corroborar as pesquisas. Mas por que não a partir dos 40?
É aqui que a porca torce o rabo: “Se a lei fosse cumprida à risca, o SUS teria de absorver ao menos 9 milhões de mulheres na faixa dos 40 anos”. Ao todo seriam quase 20 milhões de mulheres com direito a mamografia grátis para um sistema incapaz de absorver as mulheres que já tem direito (50-69 anos) garantido. É um problema matemático, que envolve gastos e investimentos maiores em prevenção. A saída do INCA é que toda mulher, independente da idade, se tiver indicação médica, fará a mamografia grátis! O SUS já oferece, mal e porcamente, este serviço, mas a demora é tanta que muitas mulheres que não possuem plano de saúde, acabam pagando consulta médica e a mamografia. O SUS funciona bem se a mulher achar o tumor, aí sim, tudo ganha velocidade e o atendimento é de primeira! Mas estamos falando em prevenção, cura, e para tal precisamos do diagnóstico precoce. Quando a mulher acha o tumor por acaso, o danado já está grande e pode ter espalhado para outros órgãos diminuindo muito as chances de cura total! Santini, diretor geral do INCA afirma: “que o rastreamento populacional em mulheres de 40-49 anos não evidenciou redução significativa de mortalidade”, mas esquece que o sub-rastreamento pode ter várias causas, inclusive aparelhos mal cuidados, gambiarras, profissionais não capacitados para realizar o exame (muitas vezes é um técnico despreparado) e ainda é necessário o médico especialista em decifrar o exame radiográfico ou ainda as imagens digitalizadas. Maira calletti, presidente da FEMAMA (Fed. Bras. de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) afirma “fazer o rastreamento entre os 40 e 49 anos diminui a mortalidade em 20%”. E agora José?
Há um paradoxo que precisa ser resolvido:
1°. A descoberta precoce aumenta as chances de cura total; 2°. O rastreamento precoce leva à descoberta precoce. 3. O Consenso 2004 estabeleceu que a melhor forma de rastrear o tumor precocemente é via mamografia.
O que é que eu faço?
Se você ler a história do INCA vai descobrir vários aspectos políticos que vem travando o efetivo controle do câncer no país. A preocupação dos políticos com SAÚDE é a mesma com a EDUCAÇÃO, SEGURANÇA, MORADIA, ALIMENTAÇÃO, SALÁRIO... (meras balelas eleitoreiras
Você tem peito(s)?
A- Não importando sua idade conheça suas mamas, aprenda a fazer o auto-exame mensal. OLHO NELAS! B- Tem história de câncer de mama na sua família (mãe, irmãs, tias, primas)? Procure o médico, de preferência o mastologista, e informe-se sobre acompanhamento genético. C- Fico com a lei ou com o INCA? FIQUE ATENTA ÀS SUAS MAMAS! Faça o controle anual com ginecologista para o exame papanicolaou e com mastologista para saber quando fazer a mamografia. D- Qualquer alteração nas mamas (mudança no formato, alterações no bico do peito, na aréola, vazamentos, caroços etc) marque imediatamente uma consulta. E- Use o plano de Saúde para garantir sua saúde! F- SAUDE É PREVENÇÃO! E deveria ser o foco do SUS (maior efetividade dos programas de prevenção); G- Não tem plano? Pegue a senha e entre na fila do SUS! E não desista, pois água mole em pedra dura... H- E este lelê da lei? Não pergunte que eu respondo!
Escrito por Marina da Silva às 19h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ACUPUNTURA E A MENOPAUSA Marina da Silva
Mulher tem destas coisas: TPM (tensão pré-menstrual), menstruação, gravidez e menopausa! A menstruação, para muitas, a fase vermelha da Folhinha (o calendário) é precedida por uma fase monstro _ cinco dias de transtorno de humor dos bravos! No primeiro dia a gente incha que nem um sapo e enjoa; no segundo chora; no terceiro, me segura se eu pego um eu mato; no quarto viramos chocólatras; no quinto, cólicas e mais cólicas e se deixar a gente come pregos e só então desce o sangue, que encharca vários absorventes por uns três dias e lá se foi mais de uma semana do mês pro espaço! Gravidez é tudo isso e mais um pouco por nove meses e depois...parto naturalizado: umas 12 a 24 horas em trabalho de parto, normalmente assistida e pouco medicada, salvo o famigerado soro com ocitocina que aumenta exponencialmente as contrações e dores do parto e nos faz regredir muito próximas aos macacos! Há controvérsias: tem muita gente a favor do parto natural (parir igual a qualquer bicho, uma cadela de rua, ou Juma na novela Pantanal por exemplo) e outras, e aqui me incluo, que são terrivelmente a favor do parto verdadeiramente humanizado: a mulher ESCOLHE como quer trazer seu filho ao mundo e pode ser naturalmente, anestesiada ou se submeter a uma cesárea! E tudo dentro de um hospital, com médicos e equipes especializadas depois de cuidados pré-natal (pois sempre alguma coisa pode sair fora do planejado). Passados estes maravilhosos anos de muitas TPM’s, menstruações, gravidez e partos; depois de filhos já criados e educados entre as múltiplas jornadas dentro e fora de casa (hoje, 50% da mão-de-obra no Brasil é formada por mulheres), lá pelo início dos “zenta” (40,50) chega a MENOPAUSA! A mulher ficou livre de todos os perrengues acima, mas virou uma menopausada! O primeiro sentimento que nos chega é: estou velha, acabada e não sirvo pra mais nada ( leia-se não posso ter mais filhos e nem vou mais ficar menstruada)! Sentimentos confusos e paradoxais, descontrolados hormonalmente, misturam-se com a secura vaginal, queda da libido, o tesão ou desejo sexual, humores pra lá de alterados e tudo banhado por ondas de calor, de frio, suores excessivos e calafrios em pleno dia ou preferencialmente de madrugada! Merda! São os hormônios uai! Dá um desconto, pois elas estão DESCONTROLADAS! O jeito é dar uma reposicionada: TRH – terapia de reposição hormonal, receitas da vovó, médico homeopata. Vale tudo! Só não dá ficar sem fazer nada! Além de medicamentos e chás caseiros, tem jeito de diminuir os desconfortos físicos e/ou psicológicos com exercícios físicos ( 30 minutos de caminhada uns três dias por semana) e vale qualquer atividade; alimentação leve, saudável (importante evitar obesidade), xô cigarro e evitar excesso de álcool. O pior, para mim, são as ondas de calor! Contra elas, banho frio, pouca roupa, ventilador, abanador (ressuscite o leque), muito líquido e chás de amora! Se a vagina secou é troca de óleo e lubrificada! E quanto ao sexo sem dor: toque Martinho da Vila - é devagar, é devagar, é devagar, devagarinho! He, he, he. E se nada funcionar, tem até a acupuntura. Mas vem cá: onde será que eles enfiam aquelas agulhas?????
JÁ IA ME ESQUECENDO: TEM MULHER QUE NÃO SENTE DOR NENHUMA! PASSA SUPER BEM PELA MENSTRUAÇÃO, NÃO TEM TPM, NÃO SENTE DORES DO PARTO, ACHA QUE A MAMOGRAFIA OU MAMOTOMIA SÓ FAZEM COSQUINHAS E NÃO TEM NENHUM SINTOMA DA MENOPAUSA! VERDADE?
CONSELHO: SE VOCE NÃO É UMA DESTAS MULHERES ABENÇOADAS, PROCURE UM MÉDICO PARA RECEBER ORIENTAÇÕES SOBRE A TPM, GRAVIDEZ E A MENOPAUSA!
QUER LER OUTROS ARTIGOS DESTA ISCRIVINHADORA? www.reforme.com.br/kitnet brigadaça!
Escrito por Marina da Silva às 12h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] EU ISCRIVINHADORA... DE SALTO ALTO. Marina da Silva
É inegável que um salto alto, em geral, deixa a mulher elegante; principalmente um salto fino, agulha. Raramente uma mulher, em nome da beleza e elegância, não lança mão de um saltinho. Mas aqui em Beagá, a capital mineira, andar num salto alto muitas vezes é arte, manha, um alto risco que pode acabar numa tragédia ortopédica ou mesmo um TC – traumatismo craniano. Ao turista pode parecer deselegante ver da janela do carro ou ônibus a profusão de chinelos, rasteirinhas, sapatos baixos, tênis e salto Anabela, hoje acompanhado pelo Plataforma, um salto tão grande e desajeitado como uma plataforma petrolífera da Petrobrás. Mas não sabe ele o drama das mulheres que se atrevem a caminhar pela cidade, em qualquer uma de suas regiões, num salto alto! E isto porque, o estado precário e calamitoso de nossas calçadas, aqui conhecidas como passeios, faz do uso do salto alto uma verdadeira aventura radical, uma guerra contra buracos e traumatismos dia após dia. Parece e é visível que em Beagá as regras para se fazer calçadas não são cumpridas. Os passeios são deploráveis, cada um faz do seu o seu jeito e tem-se a impressão que os mesmos são feitos com as sobras e restolhos da construção do imóvel. Então ocorre uma profusão de passeios inacabados, esburacados, desnivelados, feitos com mistura de vários entulhos da obra e ninguém, institucionalmente falando, fiscaliza a construção, os reparos e a manutenção dos passeios. Verdade seja dita, há boas calçadas aqui, ali, acolá e na parte central da cidade que vem passando por processos de revitalização, um verdadeiro caos e sempre próximo às eleições. Mas não é regra e sim exceção. Mas também vale relatar que a qualidade e durabilidade das obras em alguns pontos... deixa pra lá! É difícil ser elegante de salto alto numa cidade serrana, mas nos passeios de Beagá torna-se uma tarefa hercúlea, uma exposição constante a tombos, quedas, fraturas, contusões, ao ridículo e chacota de todos. O salto alto para a elegância da mulher é tão fundamental, que muitas, paradoxalmente, se orgulham de rodar a baiana, desmanchar um barraco sem descer do salto. Fato um tanto difícil para as belo-horizontinas que andam dando quebras na coluna, seqüelas de uma pólio tardia ocasionada pelos passeios da cidade, o que faz a mulher daqui parecer deselegante, para não falar jeca. E é por estas e muitas outras mazelas de nossas calçadas que não se devem julgar as mulheres pelo que se vê da janela. Há que se andar para crer? Então coloque um salto e venha se arriscar nos passeios de Beozonte e assim entenderá porque, muitas vezes é comum ver pela cidade, mulheres atoladas, praguejando contra céus e infernos e de quebra poderá aprender o que é um trupicão, topada, catar mamonas, catar cavaco, cair em mata-burro e descobrir que o nosso why (uai) é o inexplicável por que de mineiro!
beijos e brigadaça! Marina. Escrito por Marina da Silva às 19h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] MAMOTOMIA. Marina da Silva
“Olá Marina, Vou fazer uma mamotomia, foi por causa dela que conheci o seu Blog. Tenho um diagnostico de câncer, pequeno, mais quando fui fazer a ressonância apareceram mais 2 nódulos que não são visíveis na mamo”. Bjs Hort.
Assim que recebemos um diagnóstico de câncer, a primeira coisa que fazemos depois do choque, susto e medão (alguém anotou a placa aí?) vamos atrás de informações sobre a doença, tratamentos, exames, etc. isto passa a ser um ritual para o paciente e para a família (cônjuge, filhos, pais, irmãos ou o responsável que se encarregará de dar aquele suporte).
Detalhe: existem pessoas que teimam em passar tudo sozinha, escondendo da família ou dispensando ajuda que não seja médica e para-médica. BURRICE! QUANTO MAIS SOCIALIZAMOS O PERRENGUE, MAIS FÁCIL É O CAMINHO DA CURA!
A busca de informações, isto é, checar o que o médico disse, é feita em livros, revistas e atualmente no GOOGLE. Foi assim comigo e será com qualquer pessoa. Eu e meu marido, em 2002 vasculhamos a internet e o que achamos foi quase nada inteligível. Foi então que resolvi criar este blog: TUDO DE BOM HUMOR SOBRE O CÂNCER DE MAMA! Informações com uma linguagem mais ligth e quando desse, com humor! A principal busca GOOGLE do momento é sobre a MAMOTOMIA. Já escrevi sobre este exame alguns posts atrás. Se você pesquisar na Internet vai achar:
“Relato para encorajar: Eu fiz uma mamotomia ontem. Ela foi realizada com anestesia local e guiada por US. A mamotomia por ser tanto guiada por mamografia ou por ultrassom, dependendo de como o nódulo é melhor visualizado. Este procedimento está descrito na internet em vários sites. Exemplo: http://www.kemp.med.br/?p=92. Durante o exame, o que arde é a entrada da anestesia. Depois você não sente mais nada, só tontura por causa da anestesia. Após o seu efeito, já em casa, começou a doer, mas tomei uma dipirona e melhorou. Minha mama ficou um pouco inchada. Hoje ainda está incômodo, não consigo fazer todos os movimentos do braço e ainda dói um pouco em alguns momentos. Afinal, houve um corte pra passar a agulha e retiram fragmentos do nódulo. Só vou praticar esportes semana que vem, qdo tirar o ponto falso, mas posso trabalhar normalmente (aqui estou no trabalho!).”Publicado aqui no blog como ANÔNIMO 03/03/2009 12:24.
“A Mamotomia por mim
ATENÇÃO: VOCÊ FEZ MAMOTOMIA? CONTE EXPERIENCIA AQUI NO BLOG PARA OUTRAS MULHERES! PODE ENVIAR SEU RELATO PARA MEU E-MAIL: aatrocha@uol.com.br . ESPERO QUE ESTAS INFORMAÇÕES AJUDEM QUEM DELAS PRECISAR. BRIGADAÇA. BEIJOS. MARINA
Escrito por Marina da Silva às 13h04 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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